PEGADAS NO MESMO SOLO: DINOSSAUROS, HUMANOS E O TESTEMUNHO INCÔMODO DE GÊNESIS


Desde o início, o livro de Gênesis não se apresenta como poesia simbólica nem como mito religioso, mas como um registro histórico da criação, da queda e do juízo de Deus sobre a Terra. O problema nunca foi a falta de evidências, mas o desconforto que essas evidências causam quando confrontam narrativas construídas para excluir Deus da história. Entre essas evidências, poucas são tão perturbadoras para o pensamento evolucionista quanto relatos e registros fotográficos de pegadas humanas e de dinossauros encontradas nos mesmos estratos geológicos.

AO MESMO TEMPO, NO MESMO CHÃO

Ao longo do século XX, especialmente entre as décadas de 1930 e 1960, diversos registros surgiram em locais como o leito do rio Paluxy, no Texas. Fotografias e moldes mostram pegadas humanas com aparência clara de passos bípedes, lado a lado ou até dentro de trilhas de dinossauros. Esses registros não surgiram em camadas profundas separadas por supostos milhões de anos, mas no mesmo nível sedimentar, no mesmo solo endurecido, como se ambos estivessem caminhando naquela região durante o mesmo período.

A reação da ciência dominante não foi investigar com abertura, mas descartar, ridicularizar ou redefinir. Algumas pegadas foram reclassificadas às pressas como “erosão”, outras ignoradas, e muitas sequer aparecem em livros didáticos. Não porque foram refutadas de forma conclusiva, mas porque representam uma anomalia perigosa demais para o paradigma evolucionista. Se seres humanos e dinossauros viveram ao mesmo tempo, toda a narrativa de milhões de anos simplesmente desmorona. Não sobra base, não sobra coerência, não sobra explicação plausível. O que parecia sólido revela-se frágil, sustentado mais por pressupostos ideológicos do que por evidências observáveis.

GÊNESIS E A COEXISTÊNCIA DAS CRIATURAS

O relato bíblico nunca apresentou problema com essa coexistência. Pelo contrário, Gênesis afirma que Deus criou os animais terrestres e o homem no mesmo dia.

Então Deus disse: ‘Que a terra produza todos os tipos de animais, cada um reproduzindo segundo a sua espécie: animais domésticos, pequenos animais que se movem rente ao chão e animais selvagens’. E assim aconteceu.” (Gênesis 1:24, NVT)

Então Deus disse: ‘Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Eles governarão sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todos os animais selvagens da terra e os pequenos animais que se movem rente ao chão’.” (Gênesis 1:26, NVT)

Segundo a Escritura, humanos e grandes animais terrestres não apenas coexistiram, mas dividiram o mesmo mundo, sob a mesma ordem criada, antes que o pecado trouxesse corrupção e, mais tarde, o dilúvio trouxesse juízo.

JÓ, O BEEMOTE E UM MUNDO ANTES DO CATACLISMO

O livro de Jó oferece uma peça ainda mais intrigante desse quebra-cabeça. Quando Deus responde a Jó, Ele não apela para abstrações filosóficas, mas para realidades concretas da criação, incluindo uma criatura colossal chamada Beemote.

Veja o Beemote, que fiz junto com você. Ele come capim como o boi. Veja a força de seus lombos e o poder de seus músculos abdominais. Sua cauda é forte como um cedro; os tendões de suas coxas são firmes. Seus ossos são como tubos de bronze; seus membros, como barras de ferro.” (Jó 40:15–18, NVT)

A descrição não se encaixa em nenhum animal moderno conhecido. A referência à cauda como um cedro exclui completamente a ideia de um hipopótamo ou elefante. Deus afirma explicitamente que criou essa criatura “junto com” Jó, sugerindo coexistência humana com animais de porte gigantesco.

 Isso explica não apenas a descrição do Beemote, mas também por que Deus usa esse animal como exemplo visível, e não como memória distante ou fóssil enterrado.

A MALDADE DE UMA CIÊNCIA QUE COMEÇA COM A CONCLUSÃO

O problema central não é científico, mas filosófico. Uma ciência que começa com a premissa de que Deus não pode agir na história jamais aceitará evidências que apontem para a veracidade bíblica. Milhões de anos são defendidos não porque sejam observáveis, mas porque são necessários para sustentar uma narrativa sem Criador, sem juízo e sem responsabilidade moral.

Quando pegadas humanas aparecem ao lado de dinossauros, a reação não é curiosidade, mas censura. Quando a Bíblia descreve criaturas gigantes convivendo com homens, o texto é rotulado como mito. A ciência deixa de ser investigação e passa a ser guarda-costas de uma cosmovisão.

TERRA JOVEM, ANIMAIS JOVENS, DILÚVIO JOVEM

As evidências se acumulam como camadas após uma grande inundação. Pegadas, fósseis, tecidos moles preservados, camadas sedimentares extensas e registros históricos de um dilúvio global convergem para a mesma conclusão: a Terra não é antiga, os animais não surgiram por acaso, e o dilúvio não foi um evento local.

O dilúvio explica o soterramento rápido, a preservação excepcional e a distribuição global de fósseis. Ele explica por que encontramos registros caóticos, não graduais. Ele explica por que o mundo parece ter passado por um juízo violento e repentino. E, acima de tudo, ele confirma que Deus falou a verdade desde o princípio.

AS ESCRITURAS PERMANECEM DE PÉ

Enquanto teorias mudam, a Palavra de Deus permanece. O mundo moderno tenta empurrar Gênesis para o campo da alegoria porque sabe que, se ele for histórico, então o pecado é real, o juízo é certo e Cristo é necessário.

As pegadas no mesmo solo são um lembrete silencioso, mas poderoso: o relato bíblico não precisa ser reinterpretado para sobreviver. Ele apenas precisa ser lido, crido e proclamado.

O chão fala. As pedras testemunham. E Gênesis continua de pé.


Senhor Deus eterno, Criador dos céus e da terra, nós nos aproximamos de Ti com temor e reverência, reconhecendo que toda a verdade procede da Tua boca e que nenhuma palavra Tua cai por terra. Confessamos que muitas vezes somos tentados a confiar mais na voz dos homens do que no testemunho fiel das Escrituras, e pedimos que nos perdoes por toda inclinação do coração que resiste à luz da Tua revelação. Abre nossos olhos para vermos a criação como obra das Tuas mãos, e não como fruto do acaso, e concede-nos humildade para nos submetermos àquilo que Tu declaraste desde o princípio.

Fortalece-nos, ó Senhor, para permanecermos firmes quando a verdade bíblica é ridicularizada ou rejeitada, e dá-nos coragem santa para testemunharmos que Tu és o Deus que cria, sustenta e julga a história. Livra-nos do temor dos homens e enche-nos do temor do Teu nome, para que nossas palavras, atitudes e convicções reflitam fidelidade à Tua Palavra. Concede-nos um coração ensinável, uma mente renovada e uma fé que não vacila diante das pressões deste século.

Que vivamos para a glória do Teu nome, confiando que o céu e a terra passarão, mas as Tuas palavras jamais passarão. Sustenta-nos na verdade, guia-nos pelo Teu Espírito e faz de nós testemunhas fiéis daquilo que Tu revelaste, até o dia em que toda língua confessará que Tu és Senhor. Amém.

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