Olhe para Jesus: A Alegria que Suporta a Cruz

 

“² Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.”
Hebreus 12:2

Há algo escandalosamente belo nesse versículo. O texto não diz apenas que Jesus suportou a cruz. Diz que Ele a suportou por causa da alegria que estava diante dEle.

Isso muda tudo.

Não estamos ainda examinando os ensinamentos de Cristo. Estamos contemplando o modo como Ele viveu. O ritmo do Seu coração. A lógica da Sua alma. A engrenagem invisível que movia Seus passos rumo ao Calvário.

Jesus não caminhou para a cruz empurrado pelo desespero.
Ele caminhou impulsionado por alegria.

E isso é dinamite espiritual 💥.


A Estranha Matemática da Cruz

Como pode alguém experimentar alegria diante da crucificação?

A cruz não era simbólica. Era brutal. Dor física extrema. Vergonha pública. Rejeição social. Abandono.

Mas Hebreus diz que Ele suportou pelo gozo que lhe estava proposto.

Essa alegria não era o prazer do sofrimento.
Era a alegria do resultado.

 Jesus suportou a cruz porque valorizava mais a alegria futura do que temia a dor presente. Ele não era movido por masoquismo, mas por um coração satisfeito na glória que viria.

A cruz foi o caminho.
A alegria era o destino.

Cristo viu além do madeiro. Ele viu:

  • A glória do Pai plenamente revelada

  • O povo redimido comprado com Seu sangue

  • A vitória final sobre o pecado e a morte

  • O retorno ao trono, exaltado sobre tudo

Ele comparou dois pesos na balança eterna. De um lado, sofrimento temporário. Do outro, alegria infinita.

E a alegria pesou mais.

Agora é com nós, eu e você.

Você já viu como Jesus agiu.

Ele não deixou a vergonha pará-Lo.
Não deixou a dor governar Suas decisões.
Não trocou fidelidade por conforto.

Agora seja honesto.

Falamos sobre sofrimento como se fosse um tema distante, quase teórico. Algo que pertence ao sermão, não à segunda-feira. Mas quando ele chega de verdade, normalmente só tentamos sobreviver. Nem percebemos que estamos diante de uma oportunidade espiritual.

Hebreus 12 nos chama a olhar para Jesus exatamente nesses momentos. Não é apenas suportar a dor, é atravessá-la com os olhos nEle. Porque é assim que crescemos. É assim que nos tornamos mais parecidos com Cristo. E não é esse o propósito da nossa salvação? Sermos conformados à imagem dEle?

Então traga para a prática.

Quando a crítica vem, como você reage?
Quando obedecer
custa sua reputação, você permanece?
Quando integridade
traz prejuízo, você recua?

É aí que eu e você frequentemente perdemos a chance de espelhar o Mestre.

E se ainda não aconteceu, acontecerá.
A afronta virá.
O custo virá.
A pequena cruz diária virá.

Quando vier, você vai apenas suportar ou vai olhar para Jesus?

É nesse ponto que Hebreus 12:2 deixa de ser texto e se torna vida.

Se, naquele momento, lembrarmos de Cristo, dependermos do fortalecimento do Espírito e escolhermos fidelidade em vez de conforto, nós crescemos.

E mais do que crescer, começamos a experimentar algo que o mundo não entende: gozo nas tribulações.

Não porque a dor seja boa.
Mas porque sabemos o que Deus está formando em nós.

O momento difícil pode ser desperdício ou transformação.

A diferença está em olhar para Jesus.

Quando a próxima oportunidade chegar, você vai se proteger ou vai espelhar o Mestre?


Senhor eterno e glorioso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,

Nos achegamos a Ti contemplando o Filho, que suportou a cruz pelo gozo que Lhe estava proposto. Confessamos que muitas vezes medimos mal: valorizamos o conforto e a reputação mais que Tua honra, e trememos diante do custo da fidelidade.

Corrige nossa visão, ó Pai. Ensina-nos a pesar o sofrimento temporário contra a alegria eterna. Dá-nos olhos para ver além da dor, da crítica e da perda, e lógica santa para obedecer hoje pelo gozo que está adiante.

Quando a afronta vier, sustenta-nos; quando a cruz diária surgir, não nos deixes apenas sobreviver, mas atravessá-la olhando para Jesus. Que nossa vida seja guiada por fidelidade, obediência e esperança, não pelo medo.

Produz em nós o gozo que o mundo não entende, transformando tribulação em santidade, afronta em maturidade e perda em ganho eterno. Que cada oportunidade nos faça espelhar o Mestre, declarando que a glória futura pesa mais que a dor presente.

Olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da fé, perseveremos até o fim, para a glória do Teu nome.

Amém.

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