OLHE PARA JESUS NA IDENTIDADE

 


Já parou para pensar como Deus é?

Não apenas o que você ouviu sobre Ele. Não apenas o que aprendeu na infância. Mas realmente… como Ele é?

Você já tentou imaginar o rosto da santidade absoluta? A expressão da justiça perfeita? O brilho da glória eterna? Já pensou como seria ficar diante dAquele que criou galáxias com uma palavra? 🌌

A mente fica pequena. O coração acelera. Há um misto de fascínio e vertigem. Queremos saber… e ao mesmo tempo tememos descobrir.

Agora respire fundo: Deus não deixou essa pergunta suspensa no vazio.

Cristo é a imagem do Deus invisível. Ele existia antes de todas as coisas e é supremo sobre toda a criação.”  Colossenses 1:15

Quer ver Deus? Olhe para Cristo.

Não para uma ideia abstrata.
Não para uma energia difusa.
Não para um conceito filosófico embalado em palavras bonitas.

Olhe para Jesus.

Ali a santidade tem olhos.
A misericórdia tem mãos.
A verdade tem voz.

Em Cristo, o invisível ganha rosto. O eterno entra na história. O insondável se deixa conhecer.

Se queremos saber como Deus é, não precisamos imaginar. Precisamos contemplar.


O Deus que não pode ser visto… se deixou ver

Desde o princípio, a humanidade tateia o invisível. Construímos sistemas, templos, argumentos. Alguns sofisticados como catedrais intelectuais. Outros simples como um sussurro em meio à dor. Mas todos carregam a mesma pergunta: Quem é Deus?

Paulo responde com uma frase que desmonta séculos de especulação:
Cristo é a imagem do Deus invisível.

A palavra “imagem” aqui não significa cópia imperfeita. Não é um retrato borrado. É revelação exata. Manifestação plena. Expressão visível da essência invisível.

Quer saber como Deus reage ao pecado? Olhe para Jesus.
Quer saber como Deus trata o arrependido? Olhe para Jesus.
Quer saber como Deus lida com hipócritas religiosos? Olhe para Jesus.
Quer saber como Deus ama? Olhe para a cruz.


O mundo procura identidade. Cristo revela identidade.

Vivemos na era das identidades fluídas. As pessoas perguntam:
“Quem sou eu?”
“Qual é meu propósito?”
“Como devo me definir?”

Mas antes de perguntar quem somos, precisamos saber quem Ele é.

Se Cristo é a imagem perfeita do Pai, então identidade não começa em nós. Começa nEle.

O mundo diz: descubra-se.
O evangelho diz: contemple-O.

O mundo diz: construa sua versão.
O evangelho diz: renda-se à Verdade encarnada.

Sem Cristo, nossa identidade vira areia. Com Cristo, ela se torna rocha.


Antes de tudo. Acima de tudo.

Ele existia antes de todas as coisas.

Jesus não é um plano B.
Não é um mestre entre outros.
Não é um capítulo tardio da história.

Ele precede a criação. Ele não surgiu dentro do tempo. Ele é Senhor do tempo.

É supremo sobre toda a criação.”

A palavra “supremo” carrega autoridade, primazia, governo. Não é apenas cronologia. É soberania.

Isso confronta diretamente o coração humano. Queremos um Cristo inspirador, mas não soberano. Um Cristo terapeuta, mas não Rei. Um Cristo que nos valide, mas não que nos governe.

Mas o texto não permite essa versão reduzida.
Ele é antes. Ele é sobre. Ele é Senhor.


Olhar para Jesus redefine quem somos

Se Cristo é a imagem de Deus, então nossa identidade é restaurada quando nos alinhamos a Ele.

O pecado distorceu nossa imagem.
Cristo é a imagem perfeita.

O pecado nos fragmentou.
Cristo nos integra.

O pecado nos ensinou a viver para nós mesmos.
Cristo nos chama a viver para a glória do Pai.

Olhar para Jesus não é exercício devocional superficial. É recalibrar o eixo da alma.

Quando contemplamos Cristo:

Nosso orgulho é confrontado
Nossa culpa é exposta
Nossa esperança é reacendida
Nossa identidade é reconstruída


Jesus é o problema

Porque se Ele é a imagem do Deus invisível, então não podemos moldar Deus à nossa preferência.

Ele não cabe na espiritualidade genérica.
Ele não pode ser diluído em pluralismo confortável.
Ele não é apenas um exemplo ético.

Ele é revelação absoluta.

E isso incomoda. Porque significa que qualquer visão de Deus que ignore Cristo está errada.

Não parcialmente.
Completamente.


Conclusão: Onde seus olhos estão fixos?

Você quer entender Deus?
Olhe para Jesus.

Você quer entender sua própria identidade?
Olhe para Jesus.

Você quer estabilidade em um mundo fragmentado?


Olhe para Jesus.

Cristo não é apenas a resposta para nossas perguntas.
Ele é o fim das nossas especulações.

Ele é a imagem.

E Ele mesmo nos ensinou como olhar para Ele. Disse:

Vocês estudam as Escrituras diligentemente porque creem que elas lhes dão a vida eterna. Mas as Escrituras apontam para mim! (João 5:39, NVT).

Aqui está o ponto revelador:
Ler a Bíblia não é acumular informação. É procurar uma Pessoa.

Olhar para Jesus na prática é abrir as Escrituras perguntando:
Onde Ele está aqui?
O que este texto revela sobre Seu caráter?
Como isso expõe meu coração e me chama a confiar nEle?

Se lemos sobre obediência, vemos a obediência perfeita dEle.
Se lemos sobre sacrifício, vemos a cruz se aproximando.
Se lemos sobre promessa, vemos o cumprimento respirando.

O “bê-á-bá” da fé não é decorar versículos isolados.
É aprender a reconhecer Cristo nas linhas e nas entrelinhas.

Sem isso, a Bíblia vira apenas regra.
Com isso, ela se torna encontro.

E quando fixamos os olhos nEle nas Escrituras, não apenas vemos Deus…
começamos, finalmente, a entender quem realmente somos.

Senhor eterno e invisível,
Tu que habitas em luz inacessível, mas Te revelaste plenamente em Teu Filho amado, nós nos prostramos diante da Tua majestade.

Confessamos que muitas vezes tentamos imaginar-Te segundo nossas preferências. Moldamos conceitos confortáveis, reduzimos Tua glória ao tamanho de nossa compreensão limitada e buscamos um deus que se pareça conosco. Perdoa-nos por distorcer aquilo que só pode ser visto corretamente em Cristo.

Ó Pai, ensina-nos a olhar para Jesus.

Quando nossa mente estiver confusa, leva-nos à clareza do Seu caráter.
Quando nosso coração estiver frio, aquece-nos com a beleza da Sua santidade.
Quando nossa identidade estiver fragmentada, reconstrói-nos à luz da perfeita imagem do Teu Filho.

Livra-nos da tentação de criar versões suavizadas do Salvador. Não permitas que desejemos um Cristo que nos agrade, mas rejeitemos o Cristo que reina. Dá-nos olhos para contemplar Sua supremacia, Sua eternidade, Sua autoridade sobre todas as coisas.

Que ao olharmos para Ele, vejamos Tua justiça e tremamos.
Que ao olharmos para Ele, vejamos Tua misericórdia e corramos.
Que ao olharmos para Ele, vejamos Tua glória e sejamos transformados.

Forma em nós uma identidade enraizada não em nossas emoções instáveis, mas na verdade imutável de quem Cristo é. Que nossa segurança não esteja no que sentimos, mas no que Ele revelou. Que nossa vida reflita, ainda que imperfeitamente, a beleza dAquele que é a imagem perfeita.

Concede-nos, Senhor, permanecer com os olhos fixos em Jesus até que a fé se torne visão e contemplemos, sem véu, a glória que hoje apenas discernimos pela Palavra.

Para que toda a nossa identidade, toda a nossa esperança e toda a nossa adoração estejam nEle e somente nEle.

Amém.

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