4º Dia no Acampamento: Quando a Comunhão Vale Mais que o Sinal de Internet
"Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!"
Salmo 133:1 (NVT)
Durante o quarto dia do nosso acampamento, um detalhe ficou cada vez mais evidente: a verdadeira riqueza daquele lugar não eram apenas as montanhas, os lagos cristalinos ou os animais que cruzavam nosso caminho. O maior presente de Deus estava sentado ao nosso lado em volta da fogueira.
É curioso. Vivemos em uma época em que estamos conectados com centenas de pessoas, mas muitas vezes profundamente isolados. No acampamento aconteceu exatamente o contrário. Quase não havia internet, mas havia conversas. Não havia notificações, mas havia risadas. Não havia vídeos para assistir, mas havia testemunhos para ouvir.
Foi impossível não lembrar do Salmo 133.
"Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como o óleo precioso derramado sobre a cabeça... É como o orvalho do monte Hermom... Ali o Senhor concede sua bênção, a vida para sempre."
(Salmo 133:1-3, NVT)
Davi não compara a comunhão a algo comum. Ele a compara ao óleo da consagração e ao orvalho que traz vida à terra seca. A comunhão verdadeira refresca a alma.
No acampamento percebemos algo que frequentemente esquecemos na correria da vida: Deus nunca planejou que a caminhada cristã fosse uma aventura solitária.
Um cristão isolado é como uma brasa retirada da fogueira. Ela continua quente por alguns instantes, mas logo perde o calor. Em pouco tempo, resta apenas cinza.
Os Salmos mostram repetidamente que o povo de Deus adorava junto.
"Entrem por suas portas com ações de graças; vão aos seus átrios com louvor. Deem-lhe graças e bendigam seu nome."
(Salmo 100:4, NVT)
O convite nunca foi para uma adoração individualista. O povo caminhava junto, cantava junto, chorava junto e celebrava junto.
Também me veio à mente outro texto precioso.
"Alegrei-me quando me disseram: 'Vamos à casa do Senhor.'"
(Salmo 122:1, NVT)
Repare que o salmista não diz: "Vou sozinho." Ele celebra porque existe um povo caminhando na mesma direção.
Talvez uma das maiores estratégias do inimigo hoje não seja apenas nos fazer pecar, mas nos convencer de que podemos viver a fé sozinhos. Quando isso acontece, lentamente deixamos de compartilhar lutas, escondermos nossas fraquezas e, sem perceber, nos afastamos daqueles que Deus colocou justamente para nos fortalecer.
No acampamento, cada refeição compartilhada, cada caminhada pelas trilhas, cada conversa espontânea e cada estudo bíblico lembravam uma verdade simples: Deus forma uma família, não apenas indivíduos convertidos.
A criação apontava para o Criador, mas a comunhão revelava o coração do Pai.
Que nunca nos acostumemos a frequentar a igreja sem viver como igreja.
Porque um acampamento sem comunhão é apenas um grupo de barracas espalhadas pela floresta. Mas quando irmãos caminham em amor, até uma simples fogueira se torna um pequeno vislumbre da eternidade.
Pai Santo, agradecemos porque não nos chamaste para caminhar sozinhos. Tu nos colocaste em uma família, unida pela graça e lavada pelo sangue de Cristo. Livra-nos do orgulho que nos isola, da indiferença que nos afasta e do egoísmo que esfria nossos relacionamentos. Ensina-nos a amar, servir, ouvir, encorajar e suportar uns aos outros com paciência. Que nossas igrejas sejam lugares onde tua presença seja vista na comunhão dos santos. E que, ao caminharmos juntos, o mundo reconheça que pertencemos ao nosso Salvador. Em nome de Jesus. Amém.


Amém🙏🏼
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